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Segunda-feira, 3 de Janeiro de 2011
Feliz Ano Novo

 

 

 

 

Caros leitores e amigos, devido há azafama natalícia, não me foi possível passar por aqui antes, mas quero que saibam que estiveram todos presentes no meu coração.

Uma bolinha de minha árvores para cada um de vós... Podia mentir e dizer que é maior que a do Colombo, mas era farsola... Assim sendo, um "pelinho" daqueles da árvore para cada um de vós...

Aproveitando a embalagem desejo-vos desde já um Ano Novo muito melhor que este que passou, com muito mais poder de compra, aumentos, qualidade de vida, descida de impostos, travão na crise... Enfim, desejo então que nos mudemos todos para junto da Alice, ao que parece é a única que ainda continua no país das maravilhas... Vá, todos a fazer a mala que desta feita a coisa não fica aqui nada perto; a avaliar pelas mensagens do Primeiro Ministro e do Presidente da República.

Para todos os que como eu apenas ambicionam não perder mais poder de compra, este ano promete mais dores de cabeça. Não sei se serei só eu, mas desde há uns anos para cá parece que o disco riscou, e que a "lengalenga" da crise se instalou num gira discos manhoso e rouco. Já não há paciência. Soluções meus senhores, soluções! Estou-me nas tintas para a oposição enquanto ela permanecer aquilo que é; mais uma pedra no sapato de todos os portugueses, a viver à conta, refastelada e bem instalada. O mesmo para os sindicatos e outros "caldinhos e conluios".

Se a oposição existe para fazer asneira só para ser do contra, então eu não dispenso a oposição. Chamem-me Salazar; estão à vontade; isso, no mínimo, faria de mim o "melhor português de sempre"; ou não... Andam ali mais outros tantos, no Parlamento, a papaguear qualquer coisa que nem eles sabem bem o quê, para o zé povinho (leia-se todos nós) pagar, e nada de útil fazerem... Só de pensar nisto acaba-se a minha boa onda de Ano Novo!

Também é verdade que não há uma só notícia de jeito na nossa actualidade neste momento, e como tal, noticiam-se até às pregas no avental e as rugas no colarinho, se calhar é por isso mesmo que este post surgiu... Não vale a pena discutir com profissionais (uns mais que outros), os jornalistas necessitam do seu posto de trabalho e como todos bem sabemos (mesmo entre o Natal e o Ano Novo), e vale tudo nessa profissão. Não vale a pena praguejar, gastamo-nos e ganhámos joanetes, que eles lá continuam, na sua; a "fabricar" notícias até quando o país quase parou.

 

Vamos lá a esgravatar este 2011...  Da minha parte prometo muito veneno!

 

Bem hajam e tudo de bom neste ano que agora começa para vós! E já agora, senhores Governantes, se me permitem, nenhum ano será realmente novo se continuarmos a cometer os mesmos erros do ano velho (passado). Pensem sobre isto, se fizerem o favor.

sinto-me: Ai vida... 2011!
música: Concerto de Ano Novo
publicado por Conventodaalma às 13:48
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Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009
E em 2009, há luz de velas, foi Natal

 

 

Pelo menos para muito portugueses o título deste post foi verdade.

Um Natal um tanto ao quanto demasiado tradicional e bem à luz das velas. O problema nem foi nos locais onde de facto a luz faltou apenas por um bocadinho... Foi mesmo onde faltou dias e dias a fio, fazendo com que muita gente ficasse sem muitos bens consumíveis, nomeadamente alimentares (já que frigoríficos e arcas foram todos à vida), o que não tem graça nenhuma na quadra em que estamos... Toda a gente atafulha o frigorifico, desde que tenha a disponibilidade de orçamento para o fazer.

O mau tempo não se fez só sentir nestes pontos... Há também uma quantidade de pequenos e médios agricultores da zona oeste que não sabem exactamente o que fazer à vida! Quando os ouvimos pedir apoio ao Estado, no fundo, eles estão a pedir apoio aos bolsos de todos nós, porque o "tesouro público" é feito com os nossos impostos; mas a mim parece-me até justo. O dinheiro dos nossos impostos serve para pagar tanta "porcaria", que aqui até ficava mais ou menos bem entregue, e nalguns casos em boas mãos, que não o usariam em "proveito próprio", como muito boa gente fez nos idos tempos dos subsídios para "quatro vacas" e bens afins.

Lembro-me ainda, ao escrever, dos idosos que fizeram as suas compras para receberem a família, e cujo orçamento não permite o "reabastecimento"... E custa-me. Sinto uma profunda tristeza!

Ainda hoje (ontem), ao caminhar tardiamente pelas ruas da minha amada Lisboa, entre as Portas de Santo Antão e a Avenida da Liberdade, junto à Rodrigues Sampaio, vi tantas imagens, que se alojaram como sempre, na minha memte, e me incomodam, sem que nada possa fazer. Tanta gente que dorme por essas ruas, sujeita ao frio, à chuva, e a tudo de mau que o mundo tem para dar. Não devem ter mais por onde os possamos pontapear (nós sociedade)... Será que não devíamos todos procurar fazer mais alguma coisa? Acho sinceramente que sim.

Devia aceitar, como toda a gente... Mas há alguma coisa em mim que me prende, que me inibe, que me desassossega... E este inconformismo faz de mim alguém mais capaz? Provavelmente não! Que posso eu fazer? Lamentar! Denunciar num blog, e esperar que mais alguém, com poder (por vezes o que vem entre virgulas é o que mais importa), se incomode também. O problema é que o poder corrompe, e quem pode, não quer saber. Isto porque, a dado ponto, quem realmente pode, já não vê, nem sente; ou haverá ainda gente com poder que seja diferente? Estará esta gente, com poder e diferente, coberta de um fortíssimo ataque de cegueira?

Sinto por vezes um descrédito naquilo que somos enquanto sociedade e Humanidade! Falhámos e bem! Como é que nos podemos ter por tão bons, ou por tão inteligentes se nem a um problema tão básico para a Humanidade conseguimos resolver? Não teremos capacidade de ver para além de umas certas palas, como os burros? Seremos mesmo tão evoluídos quando nos julgamos? Acho que somos de um "retardamento" atrós quando vejo estas coisas.

Que martírio olhar para o que somos com olhos de ver!

E a cada dia que passa sinto que não tenho na mão o condão mágico de resolver absolutamente nada. Assim sendo... Para 2010 quero muito, mais que tudo na vida, o condão do poder de inverter a pobreza no mundo. Quero a possibilidade de intervir contra os números do desemprego crescente, para que todas as famílias sejam tão abençoadas quando eu neste momento. Quero que todas as doenças malévolas tenham um fim. Quero que todas as crianças tenham direito a um futuro mais digno, mais justo e melhor. Que tenhamos a sabedoria que lhes entregar mais do que fomos capazes de fazer até então... Quero coisas tão difíceis... E se algum se vós se pergunta se serão para mim, respondo já que sim! Todas estas coisas, uma por uma são, mais que não seja, egoistamente, para mim!

Que 2010 traga paz e harmonia a todos os que não a têm, e que coloque sorrisos nos rostos amargos, pois é sinal que tudo está a correr melhor. Que venha 2010 e que seja o melhor ano de sempre.

 

sinto-me: Demasiado emocional p/escrever
música: Marcelo D2 - Desabafo
publicado por Conventodaalma às 07:47
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