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Quinta-feira, 3 de Maio de 2012
Não sou a única

Desta vez não vou terminar o célebre tema múscial que diz "não sou o único a olhar o céu", antes vou dizqer que não sou a única a achar fenomenal Otelo o Revolucionário!

 

É triste... Temos ainda por cima que viver na Revoulção que ele "fez"! Temos que viver nisto que se vê...

 

Valha-nos o ser asseadinho... Se não fosse o Ricardo Araújo Pereira eu acho que era inevitável ir às lágrimas... Mas com a ajuda dele vamos às lágrimas na mesma, só que de riso! :) O que é muito mais positivo!

sinto-me: Muito bom
música: Avante camarada, avante! (lol)
publicado por Conventodaalma às 13:00
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Quinta-feira, 19 de Abril de 2012
Só mesmo uma cabecinha desta para fazer o 25 de Abril

Ok... Confesso que nunca fui fã do 25 de Abril, e acho que isso é notório, apesar de amar a democracia (conforme o conceito de democracia ateniense a define)! Não acho que o 25 de Abril tenha sido uma coisa boa, mas também não acho que o Regicídio tenha sido uma coisa boa ou inteligente... Digamos que as Revoluções que ocorreram no século XX, a meu ver, bem podiam ter ficado por acontecer; mas enfim...

Não, não estou a avdogar pela Monarquia, de forma nenhuma. Que fique claro! Já tinhamos um Governo parlamemtar, porque não haveriamos de ter uma Monarquia Parlamentar? Os Espanhóis têm, os Dinamarqueses têm, os Ingleses têm; porque não os piegas? Ai, perdoem... Os Portugueses. Será que preferimos realmente ter Cavaco Silva na Cadeira? Será que num cenário destes os "bravos do pombal" que têm por missão "comandar" piegas teriam lugar? Gosto de acreditar que não!

Depois do acima dito, quero relembrar que foi Otelo, ele mesmo, o cérebro do 25 de Abril de 1974 que disse que, e cito: "se soubesse que ia ser assim nunca teria feito a Revolução"! Não podia estar mais de acordo com ele. Ele nunca devia ter feito a Revolução. Mas infelizmente águas passadas não movem moinhos e quanto ao leite derramado, não vale a pena chorar em cima dele. 

Agora sim, dava jeito uma Revolução! Dá vontade de dizer "volta Salazar, estás perdoado" e, até podes ser o melhor português de sempre, porque maus mesmo, são o Passos Coelho e a corja que este juntou no Governo agora. Claro que agora Otelo diria que não se comete o mesmo erro duas vezes e que está velho. O problema é que agora não seria um erro, naquela altura (1974), foi.

Continuando com a polémica... E dando razão a alguns incidentes da história...

Vamos passar ao capítulo Otelo e as suas duas mulheres; ou... O Capitão de Abril e a bigamia... Mais bonito ainda seria "O Capitão que parece ter sempre pensado com "demasiada" cabeça"; tanta , mas tanta... Que o que ele pensou não fazia cá falta nenhuma. Não é nenhum romance de Jorge Amado, nem sequer tem beleza... Os Capitães da Areia são uma linda história, esta, é tudo menos isso! Otelo, o nosso, "bravo soldado", tem duas mulheres, a esposa e "a coisa", o "apêndice", o que lhe queiram chamar... A "outra" talvez seja a designação mais correcta e corriqueira. Otelo afirma gostar da vida familiar, e gosta tanto, que tem duas famílias; ou seja duas mulheres! Eu acho que ele não gosta nada da família, pois cospe em cima de tudo o que uma família deve ser na sociedade em que vivemos; não vamos chamar para aqui a antropologia com todos os seus diversos e coloridos tipos de sociedades! Tenho para mim que nem sequer respeita a mulher que é sua esposa há anos e anos... Mas também não respeita a "outra" que lá arranjou quando esteve na cadeia, pois não optou por ficar com ela. 

A culpa não é exclusivamente de Otelo, de forma alguma... A culpa é delas. Uma porque enquanto sua mulher e legitima esposa aceitou esta situação, no mínimo, asquerosa... E a outra porque se contenta em ter o homem que é casado com outra de quinta ao final do dia, presumo, a domingo a meio do dia! SOCORRO!!!!!!!!!!!!! Mas nenhuma das envolvidas tem amor próprio? 

Otelo afirma que não lhes mente, que sabem uma da outra, e que estão, pelos vistos, muito bem assim. Pergunto-me se passam a consoada juntos, ou se, como bons comunistas, ignoram a data, para facilitar a concubinagem...

A verdade é que uma vive "aputanhada" com ele, perdoem-me a expressão, e a outra admite, sendo ela a legitima esposa! Ele não foi capaz de escolher, porque não conseguiu deixar a primeira mulher, nem a "outra"... Já sabemos que decisões acertadas e acertivas não é com o senhor, muito menos decisões inteligentes... Mas e elas? Nenhuma delas é capaz de tomar decisões? Ou estamos perante um caso do tempo "da outra senhora", contra o qual Otelo tanto lutou? Será que alguma delas não podia escolher por não se bastar a si mesma, ou será apenas um infeliz triangulo ditado pela incapacidade de decisão? Nesta última não acredito!

O que Otelo faz a duas mulheres não está correcto, mas elas admitem... 

Neste momento Otelo, caso lesse este post, chamar-me-ia lápis azul, e eu acho que infelizmente, o lápis azul não foi suficientemente acutilante com Otelo, e não se afiou nele... Por isso realmente este post não passa de mais uma página escrita a lápis azul, cheia de censura, de preconceitos, das ideologias do catolicismo, acharia ele... E Otelo provavelmente estaria a rir e a pensar que ele está tão acima que ainda nem o alcançámos... E eu, o Veneno, acho que ele está tão errado que felizmente nós todos temos o discernimento de, quando alguém salta para um poço, não ir a correr saltar atrás.

Tudo a que Otelo poderia estar a referir-se para justificar a sua postura de "combate" e "contrariedade", são as bases da nossa sociedade. Será que são assim tão erradas? Os gregos não pareciam descontentes com a homossexualidade e o facto das mulheres servirem apenas para ter filhos; ainda que em perfeita democracia... Mas mais uma vez: eram esses os pilares da sociedade!

Tudo tem um limite, um fim, um terminus... E eu acho este assunto também, já que tão "ruim defundo", não merece tanta cera gasta.

 

sinto-me: Confirma-se a fraca cabeça
música: Sou incapaz de imaginar alguma aqui...
publicado por Conventodaalma às 09:21
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Segunda-feira, 26 de Abril de 2010
E foi 25 de Abril...

 

Assim sendo, celebrou-se a Democracia que temos,e a Revolução que outros (entenda-se os militares) fizeram...

Sou incapaz de verbalizar a quantidade de coisas que me apetecia, porque o tempo "da outra senhora" também não era uma opção. Qualquer das formas, vamos colocar as coisas da seguinte forma: no tempo da outra senhora, quando se escrevia baixinho, toda a gente ouvia, entendia, e uns quantos censuravam e torturavam, mas ecoava! Hoje em dia, por mais alto que se grite... Ninguém ouve e ninguém quer saber.

Podemos falar no direito à Greve! Essa "facilidade" do pós 25 de Abril a que nos dias de hoje muita gente recorre, e sem a qual não saberiam viver... Imagine-se a revolta de quem infelizmente ficou desempregado e tem de ver tanta gente que trabalha, e ganha o seu ao fim do mês, em protesto! Pois, eu bem sei que as pessoas devem poder reivindicar melhores condições e trabalho, aumento, tudo e mais alguma coisa, mas acho tudo isto mais "digno" em tempo de "vacas gordas"; não na actual conjuntura. Eu não teria a coragem!

Pior mesmo é que com isto tudo o transito e as deslocações em transportes para o trabalho acabam por ser uma demora pegada, atrasando todos os que, como eu, querem chegar a tempo e horas ao seu local de prestação de serviços. Fico sempre indignada. Mas porque raio é que o direito à greve e à "manif" dos outros, tem que interferir como o meu direito a chegar a horas ao emprego? Ha! Já sei, porque a sociedade é esta grande bola de neve que nos enrola a todos, e que certos dias parece mais uma tempestade de areia, pronta a dar-nos uma tareia.

Já pedi mil vezes para fazerem estes protestos de modo a afectar o mínimo possível a esfera pessoal de cada um dos outros, porque caso esta malta se esteja a esquecer, o universo inteiro, à excepção deles mesmos, é  composto por? Adivinhem... Os OUTROS! Mas os pedidos caem sempre em saco roto.

Eu entendo que lutar por melhores condições de vida seja tão importante para todos os outros quando o é para mim, e melhores salários é condição si ne qua non deste objectivo, mas há que ter discernimento. Não podemos deixar-nos levar pelo nosso "mal menor", afinal estamos felizmente empregados, o que é um luxo nos dias que correm; e estamos no caminho de melhorar garantidamente alguma coisa, ainda que não seja já. Depois há que ver que muitos de nós nem dependemos do infortúnio dos recibos verdes, o que dá outra cor, muito mais feliz, à vida... E sendo certo, permitindo fazer face às despesas, ainda que isso exija alguma compleição atlética e muita ginástica, é o bastante, no dia a dia que muitas vezes nos ultrapassa.

Não pensem que não entendo. Quem não quer o melhor para si e para os outros? Eu desejo-vos tudo de melhor caros leitores e amigos, acreditem... É Humano, querer mais e melhor, ainda que não seja muito, ainda que seja degrau a degrau; mas a contenção é de facto a palavra de ordem.

Se me perguntarem o que faria eu se pudesse? Eu fazias muitas coisas mesmo... Punha termo a muitos cinismos (recibos verdes passava-os aos quadros, subterfúgios de contractos iam fora, subsídios mal explicados desapareceriam, benefícios para famílias numerosas, mas daqueles que se conseguem efectivamente ver, enfim...), colocava as coisas nos devidos lugares e realmente apontava a "arma" ao despesismo supérfluo e facilmente banível, e eu sei, que por muito estranho que isto pareça, este não está nos carros dos senhores do Governo, nem nos ordenados dos motoristas (que sempre estão empregados)... Isso não mexia nem 0.75% da riqueza nacional... Mexia muito menos do que isso. Eu sei, assusta, até porque muita gente acha que é aqui que se gastam os Euros "gordos"; mas não é.

Por todos os argumentos expostos, e sobretudo por respeito aos que menos podem, deixo-vos um pedido a todos, e que virá da consciência de cada um... Dê o que não precisa, ajude o que puder e , mais que tudo, contenção até na Greve e na Manifestação, sem querer ferir egos ou susceptibilidades. Vamos olhar à volta primeiro, e decidir acerca da nossa tomada de posição depois. A crise não feio para ficar, como a Toyota... A crise vai passar, isso posso assegurar, e vai levar tempo, tempo que eu bem sei, todos sentimos que não temos. O imediatismo "google" da nossa geração, do agora, já, como e quando quero não consegue ser transposto, em muitos casos, do universo web para a realidade, pelo menos para já. Grassará alguma insatisfação, alguma "instabilidade" e alguma turbulência; mas acima de tudo os tempos requerem responsabilidade, moderação, pacifismo, capacidade de análise, contenção e sabedoria.

Vamos ter alguma "cabeça fria" e perceber que não será assim para sempre. Não somos garantidamente a nova Grécia, mas este assunto fica para o próximo post, já acima deste.

sinto-me: Um fantasma irado!
música: Somos Livres (Uma gaivota voava voava)
publicado por Conventodaalma às 11:11
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