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Sexta-feira, 13 de Junho de 2008
120 Anos de Pessoa

 

Aos 13 dias do mês de Junho do ano da graça de deus de 1888 nascia em Lisboa, Fernando António Nogueira Pessoa; mais conhecido por Fernando Pessoa. Agora que não falamos de um estranho para ninguém, acrescento que falamos do homem que não sabia o que amanhã lhe trazia, e ainda bem... Se soubesse, estaria informado que estas seriam as suas últimas palavras escritas, em língua inglesa: "I know not what tomorrow will bring... "! O amanhã, essa longínqua paragem, trouxellhe o reconhecimento e o mérito de ser o mais traduzido e reconhecido dos autores portugueses.

Falo do homem dos heterónimos, a quem nem ele mesmo se bastava... Era preciso mais, era preciso desmultuplicar o génio em muitos génios, para que houvesse espaço para tanta capacidade criativa, para tanto génio condensado num só homem.

Deixou-nos uma sábia mensagem, mas acima de tudo deixou-nos parte de si, na imortalidade da sua obra. Quantos de nós nos poderemos gabar de ter feito algo semelhante?

Falar de Pessoa é falar de Ricardo Reis, de Álvaro de Campos e de Alberto caeiro. Talvez o mais rude e rústicos dos seus heterónimos fosse o mais feliz dos felizes, nas vidas literárias paralelas que Pessoa vivia. Que coisa mais simples poderia haver que um homem que génio que não necessitasse de nada daquilo que o próprio Pessoa precisava? Não urgia em nada, não precisa de nenhuma outra fonte que alimento que não a natureza. Que homem poderá ser mais feliz que aquele que diz e crê que  "Pensar é estar doente dos olhos", e que enche o corpo, a alma e os pulmões ao comtemplar o "glaubo pascigo"? Somos todos bastante infelizes ao pé dele... Mas qualquer das formas não seriamos felizes no lugar dele! Todos somos mais "Pessoa" que o próprio Alberto Caeiro, mas no entando, ele faz-nos tanto sentido, creio que traduz aquilo que de mais simples e mortal há em todos nós.

O lado oculto de Pessoa talvez seja transparente no seus poemas heteronimos que ele mesmo... Não deixa de ser interessante!

Não vou escrever, hoje, tudo o que me vem à cabeça sobre Pessoa, vou guardar, para ir colocando aos pouquinhos... Para que possamos, ao longo deste mês, ir partilhando este "momento"... 120 anos depois.

Gostaría de ter o génio de escolher aquele pedaço da obra de Pessoa que ele próprio colocaria, no dia de hoje,m 120 anos depois, aqui, para todos vós, mas reconheço-me incapaz de tal... Limito-me a procurar por entre todas as "linhas" que tenho memorizadas, uma que hoje, sem que sequer saiba porquê, me faça algum sentido especial...

 

Por falar em fazer sentido, este poema de Pessoa que aqui vou deixar hoje tem dedicatória especial: aos companheiros de jornada do Blog Arcadia que podem encontrar aqui nas hiperligações, à direita...

 

 

 

Os Colombos

 

Outros haverão de ter

O que houvermos de perder.

Outros poderão achar

O que, no nosso encontrar,

Foi achado, ou não achado,

Segundo o destino dado.

 

Mas o que a eles não toca

É a magia que evoca

O longe e faz dele história,

E por isso a sua glória

É justa auréola dada

Por uma luz emprestada.

 

in, PESSOA; FERNANDO, SEGUNDA PARTE - MAR PORTUGUÊS, A MENSAGEM

 

sinto-me: ...Pessoa
música: Silêncio do poema
publicado por Conventodaalma às 13:08
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Sexta-feira, 6 de Junho de 2008
120 anos

 

 

A imagem do post anterior não foi nada inocente... Nada mesmo... Voltamos depois ao tema... para já fica aqui Fernando Pessoa "no apoio" a Portugal e à selecção Nacional.

sinto-me: Portugal num poema
música: Um poema de Pessoa musicado e cantado...
publicado por Conventodaalma às 02:46
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