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Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2012
O surrealismo do Costa Concórdia

Costa Concórdia, o novo Titanic, se bem que perto deste, o Titanic tem desculpa.

O Titanic foi "vítima" de uma das maiores armadilhas dos mares, um iceberg escondido debaixo de água; o Costa Concórdia foi vítima da estupidez do Comandante Rato (acho que o posso chamar assim, uma vez que foi o primeiro a abandonar o navio)!

Todos bem sabemos que os sistemas de georreferenciação e navegação assistida de que o Titanic dispunha eram cartas, cálculos matemáticos previamente elaborados, e fazendo um paralelismo com o passado dos navegadores portugueses, um pouco na brincadeira, possuía pouco mais que astrolábios, bússolas, lápis, papel, compasso e esquadro (juro que não estou a dizer que o navio pertencia à Maçonaria LOLOLOL)... Enfim... O que se sucedeu foi um infortúnio, auxiliado pela velocidade de cruzeiro "estonteante" para a época, na qual o navio seguia rota. Já o Costa Concórdia foi vítima do disparate do Comandante que resolveu acenar aos locais... Uma gracinha típica de "cruzeiro", segundo me constou por várias pessoas, assíduas frequentadoras deste modo de "aproveitar a vida"!

 

Eu continuo a preferir os aviões; em caso de azar lá em cima é que não ficam, e apesar de tudo, é uma morte "rápida"! Concordo que se o barco afundar à superfície é que não fica, mas dá para "agonizar" até dizer que chega!

 

Se me perguntarem o que acho da celebre comunicação com o Capitão, que as televisões andaram a difundir... Acho surreal; é isso mesmo que dá nome ao post. O típico galã italiano, cinquentão, aos comandos do "seu" navio, é o primeiro rato a abandonar o dito cujo! Faz sentido, não faz? No tempo dos Descobrimentos, o Capitão "ia ao fundo com o navio" para que as Companhia de Seguros da Época indemnizassem as empresas detentoras dos barcos, para que garantisse que o que estava a bordo, permanecia a bordo! Enfim... Hoje em dia já não é bem por estas razões que as leis pelas quais se a navegação se regue exigem a permanência do capitão e do seu imediato a bordo; é para controlar estragos e danos, e promover salvamentos.

 

A conversa com o Capitão do Costa Concórdia é tão surreal, que o coordenador da equipa de socorristas diz-lhe que ele deve regressar de imediato à embarcação durante um tempo interminável, e o Capitão diz sempre que a embarcação está a ir ao fundo e que é perigoso. Quando o coordenador do salvamento lhe pergunta directamente se ele se recusa a voltar a bordo, o Capitão responde que não, que vai... Mas lá está, a conversa vai longa... Quando confrontado com a pergunta da possibilidade de haver mortes, o Capitão diz que ouviu falar de um, mas não sabe!!!! O coordenador das operações de socorro informa o Capitão que os seus elementos da equipa de salvamento já estão no local e que precisam dele lá, bem como, que ele deveria estar a dar-lhe informação acerca do número de vítimas e outros; ele é que lhe deveria estar a dar informações, e não o contrário.

 

Fenomenal é o Capitão dizer que teve a sorte de ir parar a um salva vidas... Já que teve o azar de ir parar à água! Que não foi intencional o facto de ele estar no salva-vidas, foi uma contingência... Uma espécie de "plano b" forçado. Eu acho isto muito bom mesmo... A maioria das pessoas teria tido que se esforçar bem mais para chegar ao bote salva-vidas, não acham?

 

A reacção do Capitão para mim só se pode reduzir, salvo seja, a dois estados, ou o de choque tremendo, que fez com que nem conseguisse ter um discurso "decente" na comunicação com o coordenador do salvamento, ou uma grande bebedeira. Prefiro acreditar na primeira versão, que o Capitão ficou tão surpreso e chocado que bloqueou de todo. É mais fácil e simples visto assim.

 

Compreendo que os azares acontecem, mas acho que ser acusado de "desfazer" um navio de milhões não é propriamente uma coisa bonita de se ver. A companhia de navegação vai pagar a defesa do seu funcionário, que já tem mais de trinta anos de profissão, e para cima de cinquenta de idade. Não deveria ser propriamente verdadeiro herói das loucuras marítimas... Mas a verdade é que há dias e momentos de azar; e este foi um deles.

 

Realmente o transporte marítimo é seguro, desde o Titanic que não havia nada do género com navios de cruzeiro e turismo. Itália tem geralmente vários problemas com navios, mas são de carga, e acontecem porque estes vêm cheios de refugiados, geralmente junto a Lampeduza, uma pequena ilha italiano muito ao alcance de vários países do terceiro mundo, e de pessoas que procuram uma oportunidade na vida, sendo que o controlo de "fronteiras" basicamente, não existe! 

 

 

 

 

publicado por Conventodaalma às 12:06
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