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Quarta-feira, 19 de Outubro de 2011
Crise: espaços e silêncios

Porque tanto silêncio agora que é preiso gritar, pergunta alguém descontente ao Veneno, e o Veneno responde que nunca tanto grito foi tão pouco ouvido. Os tempos vão de mal a pior. Nunca tanta gente teve razão nas suas queixas, e nunca tão poucos tiveram razão para não se queixar.

Se me perguntarem, de facto acho que há muitas "atrocidades" a serem cometidas. Mas poderemos nós continuar neste sistema de "balões de oxigénio"? Serão os welfare state como os conhecemos viáveis e sustentáveis? Até onde pode ir esta macro economia na penúria?

Todos sabem que nos momentos de maior crise é necessário que haja investimento, que não se coloquem mais entraves ao consumo que os estrictamente necessários, que se estimule o pequeno investimento e o micro negócio (auto emprego); e o que é que se faz por tada a parte? Corta-se... Salários, pensões, apoios, subvenções... Desinveste-se... Nas vias de comunicação, nomeadamente nas vias férreas (como é o caso de Potuagal), quando ainda recentemente tivemos a prova de que quando não se pode voar, mesmo que por culpa de um vulcão islandês, é necessário que hajam outras opções, nas empresas, nos mercados, nos países... Aumentam-se impostos, criam-se taxas suplementares... E tudo isto para quê? Para alimentar o que já temos, porque pelo caminho que temos já não é sustentável. Mas será mesmo que aquilo que temos é o que queremos ou aquilo que se pode ter com o actual modelo de Estado e de governação?

Com as medidas de "austeridade", só se ajuda a "cimentar" a crise, e a "descida ao fundo do poço". A quem é que tal coisa interessa? Boa pergunta... Pelos vistos querem-nos fazer querer que é a todos nós! Eu, pessoalmente não concordo. Mas quem melhor para falar acerca disto à nação que o Professor Cavaco Silva (Economista de Cátedra)... Mas este não está na "disposição", ele é "apenas" o Presidente da República, actualmente outros foram chamados a "governar" os despojos de muitos "desgovernos", incluíndo os dele. Mais vale um sábio silêncio que um "benemérito" discurso; diz quem sabe, e eu, acredito. 

O welfare state começou com a "querida" Margaret Tatcher (a dama de ferro), baseado nos princípiosunificadores da alemanhã de Bismarck. Bonito, não é? Para traduzir isto por miúdos levaríamos horas, mas basta-nos saber que a "inplementadora/ incentivadora" e o "pensador" eram de nacionalidades diferentes e foram tudo menos contenporâneos, mas fizeram as fundações e erigiram sob os pesados alicerces do actual modelo de Estado, o que agora conhecemos como o presente. Ao nível da Segurança Social, por exemplo, a alemanhã de Bismarck deu o seu forte contributo para a herança do welfare state de Tatcher, que talvez seja o o mais importante a salientar aqui. Parece incrível mas é verdade, até porque muito do que encontramos disponível é sob o prisma militarista e político de Bisamrlk, este lado importante não é, regra geral, focado.

Não conheço muitas formas de dizer isto, mas acho que depois do falhanço generalizado do modelo de Estado que temos, que neste momento não passa de uma "máquina" em falência degenerativa lenta mas acentuada, no caso. Não podemos continuar a ter Portugal, Espanha, França... Alemanhã, Holanda, Dinamarca, Noruega; porque não é sustentável desta forma. Para ter o tipo de prtecção e beneficíos sociais a que nos habituámos, será preciso que a União Europeia se transforme numa espécie de estados Unidos, num "curto-espaço" de tempo. É claro que haverá feridas para sarar, e que iremos levar tempo a chegar ao equilíbrio que os norte americanos já chegaram, pois se bem se lembram, ainda no século passado enfrentavam a guerra ente Norte e Sul, e as baixas e quezilias reiteradas foram muitas. Existem ainda "amores desencontrados", mas muito provavelmente, as grandes questões de fundo estão sanadas e ultrapassadas, com princ+ipios básico bem estruturados e raízes bem plantadas. É claro que há coisa que nos fazem sentir uma estranha infelicidade quando pensamos nos Estados Unidos, como sejam aqueles programas que passam na televisão por cabo, em que vemos a acção dos polícias nas ruas de diversas cidades americanas, mas em boa verdade, estamos a ver a infeliz franja de marginalidade do país, e não o cidadão tipo. Claro está que num país muito maior, com muito mais cidadãos que Portugal, existam mais criminosos e delinquentes, pela força da razão dos números, porque se calhar, estatisticamente, as coisas não serão assim tão diferentes.

Pensar que nos Estados Unidos algo parecido a um sistema de saúde "universal e gratuito" é algo que só começou a nascer com Obama é arrepiante. Como é que fi possível, e ainda assim, tanta gente que se revelou contra! No país dos sonhos, na terra dos oportunidades, que não pode pagar um seguro de saúde passa mal, e mais grave, aidna que o mesmo seja pago, qualquer cidadão pode não ver o seu pedido de "tratamento" aprovado. Afinal, o investimento da companhia de seguros só é feito em pessoas que ternham mais de 70% de hipoteses de sobrevivênia, e para quem contrata os seguros, estas premissas são conhecidas à partida.

Não podemos sustentar o welfare state que temos, mas podemos verificar que em momentos de crise e complexidade economica a nível internacinal, os Estados Unidos fazem um movimento que os trás na nossa direcção. O que é que isto nos indica? Que não estams errados, garantidamente, mas que há que fazer uma melhor gestão de pessoas e verbas, e que o que temos não é para ser descartado na sua totalidade, mas sim apenas para ser usados quando faz mesmo falta e de forma racional. Claro que para quem não resta qualquer opção, há que fazer uso continuado, mas isso já tem a ver com questões de pobreza. É evidente que se eu opcupar o sistema nacional de saúde com os casos maioritariamente sérios e graves, este não será tão pesado no orçamento de Estado, nem tão deficitário. O que é que isto quer dizer na prática? Que só poderia utilizar o sistema de saúde "universal e gartuito" todos os que não possuissem meios para utilizar o sistema privado, nomeadamente no que diz respeito a consultas e enfermagem. Bastaria isto para que houvesse um "emagrecimento" tremendo das contas da saúde.

Um estado com o peso que o nosso tem, num país tão pequeno, é um absurdo! O Parlamento podia ter apenas 30% dos seus eleitos que continuaria a funcionar exactamente da mesma forma e a produzir resoluções, mas trabalhando muito mais e com muito mais qualidade. Ninguém acredita que aquela malta está ali toda a "trabalhar"; pois não? Se fossem só 30%, a coisa "piava mais fico", e quem lá está teria que trabalhar. Para que é que andamos a sustentar tanto malandro? E em boa verdade, não há razão de ser! Somos um país pequeno com 10 milhões de habitantes; acho que é gritante a quantidade de representantes políticos para a nossa dimensão, desde o poder local ao poder central. É usura!

Se continuo acabamos todos a cortar os pulsos... É uma vergonha. Basta pensar qe há quem ganhe acima do 30.000€/ mês, entre os Gestores Públicos, e ande-se por ai a pregar que há que retirar o subsídio de Natal e Férias para ajudar a equilibrar as contas. Dá para acreditar? Temos Gestores públicos mais bem pagos que Barak Obama ;) Somos finos nós, não somos?

 

 

 

 

 

 

sinto-me: Furiosa
música: Rita Lee - No Escurinho do Cinema
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publicado por Conventodaalma às 13:57
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