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Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2010
Estão a comer do lixo à minha porta

 

 

O título não é meu, muito menos o texto que aqui podem encontrar... Mas lá que choca, choca. Quando se presenciam factos destes, não há argumentos que nos permitam coisa alguma.

Sim, concordo que temos que fazer alguma coisa, mas não grito apenas para o Exmo. Sr. Primeiro Ministro, porque ele é apenas o "primeiro" entre os outros todos.

Anda essa corja de desgovernados ou mal governados, depende, como queiram, por ai, a apelar que façam greves e que, perdoem-me a expressão, lixem ainda mais a economia e o país, e anda gente a comer do lixo para não morrer de fome.Parece-me que há alguma coisa errada com a cabeça desta gente, serei só eu?

Quanto ao "primus inter pares" primeiro (leia-se Primeiro Ministro), peço que realmente tenha pulso e que não permita certas e determinadas "brincadeiras", como nomeadamente comprar submarinos que não fazem falta a ninguém, ou acabar com o sistema nacional de saúde universal e gratuito. Por favor foque-se naquilo que interessa, não gaste dinheiro público mal gasto, economia não são finanças públicas e pelo amor de Deus, paremos de confundir as duas coisas!

Faça obras públicas, avance com o TGV, com o aeroporto, com o que quiser... permita-me o facilitismo, mas Sr. Primeiro Ministro, sendo o "primeiro" entre todos, mande gente abrir buracos e outros tantos tapar os mesmos, se mais não lhe for permitido que se faça... Mas faça-se alguma coisa.

Claro está que é mais útil abrir berçários e instituições de solidariedade, entre outros, do que cavar e tapar buracos, mas se há mentecaptos que não o entendem, faça-se o que tiver que ser feito, à medida da mediocridade de um país.

Claro está que o apoio às pequenas iniciativas privadas nunca foi tão importante, mas evidentemente que temos que seleccionar muito bem as "iniciativas" apoiadas e as que não o são. Há que ter em atenção, mais do que nunca, o custo de oportunidade.

Peço o favor, aos Exmos. Senhores/as, digníssimos representante da "oposição" em Portugal (leia-se gente do contra e só para contrariar, que a maior parte das vezes nada quer além de chatear, ignorando o bom uso que haveria de estar a dar aos votos de que é fiel depositarias até às próximas eleições, e que se esquece de pensar no "terceiro estado"), parem de ser obtusos e apoiem a iniciativa pública. É justamente neste momento de "menos valia" do capitalismo que os Estados/ Governos são chamados a intervir, como motor e incentivo da retoma e da salvaguarda do bem estar moral e social; sim, porque saúde é o bem estar físico moral e social.

Muitos de vós nunca sentiram o coração acelerar no peito porque do outro lado de uma linha telefónica, alguém que permanece anónimo e se recusa a falar, ou pelo menos a dizer mais do que já disse, e tudo o que se tem é um número de contacto telefónico... De onde uma senhora solicita um serviço à Junta de Freguesia, e termina a falar da pobreza escondida que ninguém vê, e quem está deste lado do auscultador percebe bem que ela fala dela mesma... É grave! Foi há muito tempo atrás, mas a voz e a memória da conversa fica-nos para sempre na lembrança.

Pudesse eu endireitar o mundo! Como não consigo tal proeza, peço a quem, por direito, legitimado pelo meu sacro santo voto, tem o poder de fazer mais alguma coisa, que arregace as mangas e o faça.

Não tenha receios da oposição nem das más línguas, caro Primeiro Ministro. Reconheço o altruísmo e o patriotismo de apoiar Manuel Alegre na sua candidatura à Presidência da República, facilitando, de certa forma, as coisas a Cavaco Silva. Nunca pensei dizer isto, mas... O poeta alegre é que não! O país não pode, neste complicado momento da sua existência, passar por isso. Bem sabemos que não posso, por princípio moral, votar em Cavaco, e não o farei, mas no poeta também não. Vou ter que escolher em quem votar, e se ninguém me parecer digno do meu voto, o mesmo será depositado, na urna, em branco, como sinal do meu respeito pela Democracia que tanto defendo.

Exmo. Sr. Primeiro Ministro, não tema quem se arma apenas aos cucos, faça o que tem a fazer, dinamize, coloque se a situação assim o exigir, peso nas costas do Estado. Diminua as despesas do mesmo ao mínimo, e não me venha com história, que a rubrica de "economato" na conta geral do estado dá para pagar inúmeros ordenados e reformas... Se não souber como fazer tal coisa, não tenho qualquer problema em me voluntariar para o ajudar.

sinto-me: não tenho palavras
música: Mariza - Gente da Minha Terra
publicado por Conventodaalma às 10:25
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