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Sexta-feira, 9 de Julho de 2010
Insónias

 

Quando nem o estado da nação me consegue animar... A coisa vai mal!

Insónias... Malditas insónias... Coisa que nunca tive até há bem pouco tempo. Não consigo dormir porque estar acordada é um verdadeiro pesadelo, que não me permite fechar a pestana e pelo menos fingir que descanso.

Porque é que as pessoas que temos ao lado nos confundem com outras? Porque é que nos cobram aquilo que não deviam? Se nós não somos as pessoas "erradas"... Porque é que descontam em nós as suas frustrações?

Deixar de gostar é justo, e pode até ser honesto; só não deve incluir destratar quem se tem ao lado, quem um dia se disse que se amou! Compreendo quando dizer já não gostar de mim, e até me esforço... Aceito! Compreendo que queiras ir, e deixo... Vives a falar em ir, mas isso é realmente muito mais forte que ires mesmo, de verdade. É um erro que cometes. Mais um, entre muitos...

Não podes vir para junto de mim todos os dias humilhar-me, mal tratar-me, fazer-me infeliz, e esperar que eu aceite isso "indeterminadamente"; pois não?

Preferia que não arranjasses tantas desculpas para as coisas e que não me arrastasses nesse lodo que a nossa relação se transformou para ti. Deixa-me estar aqui, eu não quero saber para onde vais, nem com quem vais, muitos menos como te sentes ao partir ou chegar. Isso só me interessa no sentido em que me afecta a mim, mas de resto, basta que pares de "chegar" junto de mim para que pare de me afectar. Não preciso de saber nada de nada; nem quero. Quando se fecha um "diário" há que saber deitar a chave fora, junto com as páginas já escritas. Não somos sequer mais felizes por as reler.

Eu nunca disse que já não gostava de ti, que já queria estar junto a ti... Mas tu insiste em falar por mim, o que é patético. O facto de eu abdicar de ti tem tudo a ver com o que a vida é... Não posso obrigar-te a ficar aqui nem a gostar de mim... Não sei como fazer isso, por isso, simplesmente fecho os olhos, largos os braços, dou-te um beijo de despedida e, rendida pelo cansaço, penso que sabes ainda, mas já não estás aqui... Ainda que o teu corpo por ai permaneça, pelos cantos.

Terei que ser forte. Hoje foi a última vez que arrumei as tuas coisas. De agora em diante não há mais nada a fazer. Foi a derradeira noite em que fiz jantar para dois e no final coloquei a cozinha em ordem... Agora que te ouço ressonar, até disso acho que vou ter saudades! É pena...

AS tuas camisas que já não pertencem ao armário em que permanecem, os teus "cacos" sempre ai pelo meio... As tuas coisas desarrumadas pelo escritório, os teus sapatos esquecidos pelos sítios que mais odeio... O teu sabonete, a tua gillette, as tuas coisas que ainda permanecem na casa de banho! Fico triste só de mencionar, e por mais que tente segurar as lágrimas, elas descem pelo meu rosto silenciosas, mais ainda que as que caem com toda a força, que nem a torrente de uma tempestade dentro da minha alma.

Poderia dizer que a menos que alguma coisa mude... Mas tu não queres mudar, e eu não quero continuar a admitir que me destrates, que me troques, que me jogues como se eu fosse um jogo... Por tudo isto acho que tem que acabar!

Por mim também, que se me continuo a enervar desta forma não escapo muito a um infeliz destino... Psicologicamente estou numa altura da minha vida em que não suporto esta pressão, sinto-me a latejar... A gritar por dentro... De raiva, de dor... De ódio! Sofro terrivelmente, e não posso fazer nada para mudar o que sinto e a aflição que tudo isto me causa. Neste momento há uma espécie de adrenalina nervosa no meu cérebro, que me comando e tenta atenuar a dor. Sinto quando respiro, aquela sensação de haver algo que se liberta no corpo e nos anestesia, e sim, é verdade o nosso cérebro faz isso quer para a dor física, quer para a dor psicológica. Estou numa espécie de "frenesim", que me diz que devo lutar comigo mesma para manter o discernimento... Mas há falhas, sinto-o. Sinto a minha capacidade de me manter no lugar a figir-me como água por entre os dedos, e luto para me manter à tona. Esperneio, esbracejo... E sinto-me a sufocar, a afogar-me... Consigo apenas agarrar-me a coisa que mais importa para mim neste momento, e quero aguentar o embate por ela, para ela... Só ela importa, e o meu cérebro sabe disso, por isso luta desta forma louca, que me faz sentir a cabeça leve e um imenso aperto no peito.

Não faz sentido toda esta luta por mim mesma. Não tens o direito de me fazer sentir assim; nem sequer tens o direito de me fazer sentir "unpritty"! Não precisas de me mandar ver ao espelho, nem de me chamar gorda ou magra; muito menos dizer-me que tenho isto e aquilo! Estou de volta a mim de tal forma que quase toda a minha roupa já me serve, e para tua informação, por aqui está tudo no sítio... Tirando os dias em que dois mais que outros; mas acho que isso é normal! Sabes quantos dias passaram? 21! Nunca pensei que tão cedo me fizesses sentir assim.

Ainda dói estar sentada, mesmo aqui nesta cómoda cadeira vermelha que me aconchega. Ainda custa andar muito tempo em pé... Começo logo a "andar com a patinha de rojo"...

Não posso dizer que estou bem, mas também sei ver que não estou nada mal. Não precisas virar-te a mim por isso também! Não é fácil não me sentir "eu"! Mas tenho conseguido lidar com isso relativamente bem. Já sei que ainda vai demorar algum tempo, mas a minha pessoa vai voltar a ser exactamente quem era! Há quem leve mais ou menos tempo, no meu caso já vimos que andamos a correr depressa e bem. Lamento se não consegues nem ver a beleza da mulher que tiveste todo este tempo a teu lado, e ainda tens, por instantes...

A que sabem estes momentos? Gostava de ouvir a tua resposta, mas franca e sinceramente não me importa nem me interessal... É pura curiosidade mórbida!

Imensa e tremenda é essa tua necessidade de me fazeres sentir mal. Ainda te hás-de deparar com o que me fazes, ainda vais perceber que não precisavas fazer-me isto só porque já não gostavas de mim... Mas um dia vais saber que se pode ser grande mesmo na hora da "despedida"! Não serei "Coimbra" nem terei "mais encanto"... Mas vou ser sempre eu, e se na despedida de mim rumares a Coimbra, vais ver que há tanto enquanto no coisa deixada como naquela que se avizinha, que logo ofusca e perde para a que ficou, porque o medo, esse também acabou!

Se eu nada mais puder ser que uma pequena estrela apagada numa imensa constelação, não me importa, pois para chegar ao estado final da evolução de qualquer estrela, um dia, esse astro já foi o que mais brilhou.

Que o teu céu seja aquele que for... Não me faz a mínima diferença. Até aqui sempre que chovia eu era o teu guarda-chuva, e sempre que o sol a pele queimava, eu era o teu guarda sol... Agora terás que procurar isso noutro lugar.

Como é que consegues dormir com tanta misério e tanta dor que espalhas ao teu redor? Como é que essa tua consciência te permite! Raios... Como odeio essa tua maldade sem fim, esse egoísmo sem limites! Não imaginas o mal que me fazes...

Quero arrancar do peito o coração, faze-lo em pequenos pedaços de papel e pouco mais que nada. Como é que uma ferida pode doer tanto? Dói-me a cabeça... Sinto-me transpirar como se fosse enlouquecer, e o meu corpo molha-se de suor, como se estivessem 50º à sombra! Eu sei e tu sabes que tudo isto que fazes é um perigo, só acho que não te apercebes que eu estou a pontos de me passar, à beira de não restar pedra sobre pedra de mim... Eu não tenho "estofo" para mais. Estou doente, febril, fora de mim... E este êxtase nervoso a tilintar em mim, esta luta para não enlouquecer faz-me soar, faz-se gritar dentro de mim... Faz-me querer extravasar... Preciso rebentar... Explodir... Deixar para trás esta pressão louca a subir, a fazer-me náuseas, tonturas... É um dó de alma olhar-me assim... Sentir-me assim! Espero que ninguém me sinta.

Realmente não estou dois dias bem, porque tu estás, neste momento, há mais de não sei quantos dias mal comigo, a torturar-me a irritar-me, a perder-me, a afastar-me ti... A ponto de não conseguir aguentar a tua presença, de ter vontade de gritar para que pares de ressonar porque já não te suporto... E porque é que ainda há pouco sentia que ia estranhar até o teu ressonar? Há, já sei... Porque me estou literalmente a passar...

Vais aprender uma lição... É que deves afastar as pessoas de ti o suficiente para que aprenda a sentir a tua ausência, não para que aprendam a viver sem ti, e nestes dias foi o que tu fizeste comigo... Ensinaste-me a viver sem ti, e eu gosto, até sinto neste momento que quero. Mas não suporto essa tua entediante presença! É rotineiro esse teu mau humor caduco, essa tua maldade sem precedentes...

Quero gritar, gritar muito... Acho que este post e este blog, esta noite, são o meu tubo de escape para não enlouquecer. E quero publicar este post, mais do que nunca, para que eu saiba que se endoidecer, pelo menos dará para perceber o que me aconteceu... Isto enquanto ainda tenho uma réstia de juízo, pois chego a duvidar que a minha sanidade mental dure até de manhã.

sinto-me:
música: November Rain - Guns N' Roses
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publicado por Conventodaalma às 02:05
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1 comentário:
De Rita a 26 de Julho de 2010 às 11:06
Olá,

Vi agora o teu post e sei q possivelmente não vais ler este comentário tão cedo.

Mas não sei como faze, porque sei q prezas a tua privacidade acima de quase tudo, mas não quis deixar de te mandar um beijo e de te lembrar q apesar de só nos conhecermos à um ano podes contar comigo para o q precisar e sempre que precisares.

Do fundo do coração desejo que a situação esteja resolvida da melhor maneira possivel para ti, que aqui só tu importas, e uma pessoa fantástica e maravilhosa como tu merece apenas o melhor!!

E só para perceberes bem a pessoa fantástica que és, não conheço ninguém q te tenha conhecido q não tenha ficado absolutamente fascinada por ti!

Beijos grandes e abusa de toda a ajuda que eu te possa dar,

Rita Coelho

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