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Segunda-feira, 14 de Junho de 2010
Era "bonito" o Estoril Sol que demoliram

 

É tudo o que me ocorre dizer! Estava na entrada de Cascais, era grande e tinha já ganho a habituação dos locais, e até dos que apenas ocasionalmente por lá passavam. Agora é um mamarracho espelhado, daqueles cuja eficiência energética deixa léguas a lamentar, porque num país como Portugal, estufas de vidro são profundamente lamentáveis e totalmente dispensáveis. Que se fizessem quando a consciência ecológica era outra coisa... Mas agora, é inadmissível.

Para além do mais o edifício que substituiu o Estoril Sol é um mamarracho medonho, hediondo, com buracos pelo meio para se ver a tremenda da mata que fica por trás...

Será que alguém conhece em Portugal aquela bonita corrente arquitectónica que responde pelo nome de "funcionalismo orgânico"? É que se sim, só posso lamentar que este projecto não tenha sido atribuído a um Arquitecto cuja capacidade desse para enveredar profundamente nesta corrente e no seu estilo de integração com a envolvente, nomeadamente o meio ambiente. Eu não sei... Mas pensando assim na "Casa da Cascata" de Frank Lloyd Wright?

 

Se era para fazer daquilo o que fizeram, mais valia deixarem o mítico "Mastodonte" do final dos anos 60; sempre era mais enquadrado, até quando se olhava do paredão para lá. Ou bem que faziam alguma coisa que valesse a pena ou estavam quietos e sossegados. Os investidores que decidiram o que fazer ali e os senhores do Município de Cascais estão todos de Parabéns... É que conseguiram o inimaginável... Fazer acontecer uma "coisa" muito pior do que aquela que já lá estava. Gostava realmente de perguntar a quem de direito, membro ilustríssimo do Executivo Municipal, onde estava a consciência de sua Excelência quando permitiu aquilo... E ao Dirigente Máximo também... O Presidente António Capucho. Que raio que vos atravessou a "mioleira" na hora que deram o ok aquele edifício horrendo? Deviam estar a delirar com febres altas, certamente...
Mais surpreendente ainda é imaginar aquele edifício como um complexo habitacional, e percepcionar ao mesmo tempo que tudo quanto era habitação naquela "Gigante Adamastor" já está vendido. Só posso concluir que para adquirir ali uma fracção em altura há dois requisitos si ne qua non: dinheiro e falta de gosto. Lamento se estou a ferir susceptibilidades, mas é  isto mesmo que penso e vejo. Quem compra tem mau gosto, porque ter dinheiro não é sinal de saber distinguir uma mão da outra, ou de cultura, ou de elegância ou de coisa alguma... Porque raio é que haveria de ser sinónimo de bom gosto?
Bem... Já que vamos ter que ser feridos no nosso sentido estético pela "eternidade" fora, a menos que aquele "bajoujo" também tenha por propósito ser demolido, notícia que nos deixaria a todos perplexos de felicidade... Podiam ao menos tapa-lo com um poster da mata que se encontra por trás? Se fizerem o favor... Sim? Obrigada em nome de toda a plebe!
Apetece dizer: "Esta terra que eu amo, este povo que eu espezinho. Quem sou eu, quem sou eu? Sois Rei, sois Rei!"... É que só mesmo um reizinho para fazer uma desgraça destas em forma de edifício acontecer, mesmo à entrada de Cascais, onde um dia houve um Hotel chamado Estoril Sol! É que por ali, com tamanho horror para iluminar até o sol se vai recusar a aparecer mais vezes, só para não ver tamanha asneirada edificada! E sabem que mais... Concordo muito com o sol... É que até para ir saborear um maravilhoso gelado do Santini após um passeio pela Marginal, tenho que ver este "sem saborão" deste edifício bacoco.
Não sei também como é que um Arquitecto como Gonçalo Byrne se sujeita a associar o seu nome e a sua reputação aquele condomínio que ali está... Mas sim, o dinheiro compra tudo, até a alma e a dignidade profissional de um homem... Um projecto pago a peso de ouro deve ter valido as arranhadelas que iria deixar! Tenho pena... Eu e esta minha fé na Humanidade e no facto de que o dinheiro não é tudo.
Byrne tem esperança que o tempo lhe faça alguma justiça... Tenho vontade de rir! Com uma pegada daquelas monstruosa, deixava em pleno século XXI, este senhor aguarda exactamente o quê? Que alguém lhe agradeça? Eu até teria agradecido se ele tivesse desistido de arquitectar a coisa horripilante em questão!
Só para que conste, ainda hoje acho que as Torres das Amoreiras, em vidro, no meio de Lisboa, não fazem qualquer sentido.
É caso para dizer: "Volta Estoril Sol, estás "perdoado"!"
sinto-me: Sem palavras
música: Júnior - Vida Normal
publicado por Conventodaalma às 12:04
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