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Segunda-feira, 3 de Maio de 2010
Uma vontade de ir ao Parque Eduardo VII...

Imagens da I Feira do Livro de Lisboa ainda na Praça do Rossio, em Lisboa. Já lá vão 78 edições...

 

Isto soa claramente melhor na minha cabeça, assim... Dito a frio... Mas o motivo deste estranho desejo é a ida à Feira do Livro.

Ontem estava o Veneno a transbordar de vontade de ir à Feira, e meio mundo cheio de vontade de cumprir com as horas para o jogo; o que se revelou um incrível desperdício de tempo, pelo menos para os Benfiquistas como eu.

Imagino que não saibam, mas adoro revirar as bancadas em busca de livros de culinária a preços de morrer a rir. Claro está que há um ou outro mais recentes e já debaixo de olho... Nomeadamente um certo livrinho de sobremesas da Leonor de Sousa Bastos que saiu há poucos dias, e ainda estou a tentar perceber se vale a pena comprar na Fnac ou não.

Mas já que estamos a discorrer sobre estas peças gourmet ao alcance de todos, recomendo a quem calhe em caminho, a passagem pelo Saldanha Residence, pelo no piso de entrada, quem chega pela lateral (Fórum Picoas), pois está lá na montra da livraria, no sentido de quem vai pagar o parque, ou ao "wc" (desculpem o desconcertante da localização), mesmo antes da entrada dos cinemas e em frente à zona de restauração, um livro de culinária Espanhola que estão proibidos de perder... Sobretudo pela módica quantia a que se encontra à venda. Um excelente presente... Para os retardados do Dia da Mãe também está a "valer", ainda...

Com isto tudo, ando a ver que dia da semana a coisa me calha melhor... Mas tenho mesmo que passar por lá. Esta Feira ainda pertence às memórias da minha infância, e vale a pena preservar. Foi deste certame anual, nos anos em que eu era muito "pequena" ainda, que veio o fabuloso exemplar de um livro que muito fez pelo Veneno... "Toda a Mafalda", de Quino. Preciso acrescentar mais alguma coisa? Pois... Quer-me parecer que não!

Passem pela Feira, ajudem a animar o evento, e façam algumas compras (os que felizmente ainda possam), pelo menos no que ficar aos mesmos valores que uma Fnac, pois bem sei que ninguém quer ficar prejudicado. Entendo que tem estado vento, e que este frio de final de tarde não tem sido o melhor "companheiro", mas parece que quarta-feira o dito vento já sopra mais de feição, e o tempo vai começar a melhorar. Qualquer das formas, basta um simples casaco fino, de Verão, ou de meia-estação (para os mais friorentos), para tornar o passeio extremamente agradável.

Por lá, enquanto engordamos cultutralmente e babamos por cima de titulos, podemos sempre comer uma maçã das da bruxa má da branca de neve (caramelizada), ir "bicando" umas pipocas, fazer de conta que somos miudos e devorar uma nuvem de algodão doce... Ou até mesmo, para aqueles como eu, cujo frio não intimida, comer um gelado bem fresquinho (vem sempre a calhar). Na Fnac não podem fazer nada disto, pois não? Não se pode "circular" a comer... E concordo, pelas mais nobres razões... Mas já que no recinto da Feira se pode... E se saliento uma desvantagem como o vento, também me sinto com vontade de sublinhar os extras positivos.

Se tiverem animais domésticos que necessitem ser passeados, adivinhem... Podem circular por lá com eles... Não é fantástico? Enquanto os donos se tratam, podem desfrutar da sempre inigualável companhia dos seus 4 patas. Não podem fazer isto em Centro Comercial nenhum, pois não? Nem sequer numa livraria de rua...

Que motivo extra necessitam ainda? Podem levar os mais novos a um passeio diferente, e ajudar a preservar o legado do livro, para que um dia, quando o formato com quatro cantos e papel for uma miragem de um passado longínquo, estes ainda passem pelas bancadas digitais do Parque Eduardo VII e descarreguem nos seus leitores digitais as edições em promoção, projectadas em ecrãs gigantes, e onde os autores estarão presentes sem ser em vídeo conferência. Já viram a importância de algo tão simples quanto isto, num futuro incerto e desconhecido? Provavelmente haverá bancas com ranhuras multibanco, e de gente pouco ou nada a não ser visitantes, transeuntes e, lá está, autores nalguns casos específicos.

Façam o mesmo que faz o livro: passem a palavra e sigam para a Feira do Livro de Lisboa... Desejo-vos bons momentos, sempre acompanhados, porque um Homem com um livro na mão, nunca esta só!

 

sinto-me: Um livro
música: Alicia Keys - Empier State of Mind
publicado por Conventodaalma às 09:50
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