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Segunda-feira, 24 de Agosto de 2009
Do perigo de queda à derrocada...

 

Foi há muito tempo, e antes de representar um perigo para quem lá ia, uma das mais belas praias de Portugal, a Praia Maria Luísa no Algarve... Antes do Club Med também...

 

O português em tudo se assemelha ao gaulês do Asterix...

Os gauleses têm por certo que "o céu um dia lhes vai cair em cima, mas esse dia não vai ser hoje", e os portugueses são iguais, mas com tudo! Não há perigos nem problemas, pois então, as coisas estão lá há dezenas, centenas, quem sabe milhares de anos... E era agora hoje, agorinha mesmo que íam cair? Nem pensar nisso... Nem no que tem a ver com arribas, nem com o que tem a ver com estradas, pedragulhos, caminhos ou seja o que fôr!

Quem avalia e mede os perigos das diversas coisas que podem ter o tipo de desfecho trágico que teve a derrocada da arriba da Paria Maria Luísa em Albufeira também age, regra geral, da mesma boa fé. Coloca-se lá a tabuleta mas não se veda o local... Para quê? Isto não vai cair nada e para além do mais, quem somos nós para limitar a liberdade de "circulação" ou "paragem para exposição solar e banhos" dos outros? Deixe-se lá estar o local, devidamente assinalado, que os banhistas do futuro ainda vão ver a placa! O pior é quando não é assim... Que foi o que se sucedeu na passada sexta-feira. E depois? Depois... Abrem-se inquéritos.

Então sabendo-se desta situação, tendo-se registado actividade sismica relevante como foi o caso, e ninguém tem o cuidado ou o descernimento de enviar uma nova inspecção ao local, para avaliar as condições de segurança do mesmo?

Fiamo-nos mesmo na sorte, e como todos os que andam à razão do "fiado", acabamos por nos dar bastante mal quando as coisas resultam nas suas consequências.

Acho que o inquérito que se abriu é apenas uma operação de charme, pois nem consequências nem responsabilidades serão apuradas. Qualquer das formas, se um contributo grátis sem os custos de toda essa "manobra" servir para alguma coisa, veja-se quem tinha a obrigação de num caso de relevância accionar com a imediatez e prontidão necessárias uma avaliação ao local para que se vedasse o mesmo, ou se criassem novamente as condições de segurança necessárias e indispensáveis, para que não morressem cinco pessoas, quatro das quais da mesma família, e outras três não estivessem feridas. Posteriomente, sabido quem havia de ter feito isto, e apurando-se se o fez se não, ver quais os meios e intervinientes que ao serem accionados, caso o tenham sido, deviam ter comparecido no local para resolver a questão, e por fim, perceba-se porque não foi dado o alerta para estas entidades, ou a ter sido dado, porque é que a eventual comparências das mesmas levou tanto tempo que "deixou e ser precisa"... Ou melhor, agora é-o novamente, para recolocar a "ordem" e evitar mais perigos futuros.

Mas porque é que continuamos a ser do país do "casa arrombada trancas à porta"? Será que alguma próactividade não nos fazia já algum bem? Parecemos aquelas anedotas parvas em que alguém vê uma casca de banana no chão e em vez de desviar, encolhe os ombros, resigna-se e diz:

-"Lá vou eu cair outra vez!"

 

 

sinto-me: Pelas pessoas e pela praia
música: Não é oportuno
publicado por Conventodaalma às 14:19
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