mais sobre mim


Quarta-feira, 5 de Agosto de 2009
Marques Mendes não tem emenda

 

"Ele só toca a tuba quando a tuba não toca"

citando o fon fon fon dos Deolinda que nada têm a ver com este post, como é óbvio

 

 

Mas desta vez, e só para cúmulo do azar, até tem alguma pontinha de razão...

Realmente, pessoas sobre as quais cai o manto da dúvida e da suspeita relativamente ao facto de terem cometido crimes não se deveriam poder candidatar a serem eleitas para cargos públicos de responsabilidade.

Está bem que o povo é que vota, e dizer isto é quase, em certa parte, dizer que o povo é irresponsável por eleger estas pessoas; e neste ponto, sim, concordo que o povo nem sempre demonstra a responsabilidade que devia, nem o mérito para fazer "justiça" que se lhe atribiu.

Isto não acontece assim, por mero acaso, e com base no nada, acontece porque há um descrédito profundo na sociedade e nos políticos que nela "vegetam". O cidadão muitas vezes acaba por assumir para si, a meu ver menos bem, mas não me atrevo a dizer "erradamente", que tanto faz votar no que está a ser acusado ou não, porque ainda que seja outro, não acusado, a ir para a cadeira do poder, este "inocente" está apenas a passar "impune" porque, se for investigado, não é mais nem menos que mais um criminoso na política. Bem sei que com esta imagem de uma classe não se faz muita coisa, pois a sua própria condição é inibidora da sua melhoria. Digamos que a política em Portugal sofre um processo auto degenerativo.

Os políticos não são mais que Homens (masculino genérico, como diria alguém que eu conheço) comuns e mortais, que cometem erros e têm defeitos; mas o ponto é que não deveriam ser tão imperfeitos quanto todos os demais. Deviam tentar fazer melhor uso das suas virtudes, e ter um auto controlo um pouco maior. Não é por acaso que nos Estados Unidos um candidato seja ao que fôr, em muitos Estados, que não vá à Missa ou que engane a esposa é logo tido como alguém que não cumpre as suas obrigações e que, sendo capaz de enganar a própria esposa, mais depressa engana todos os cidadãos seus eleitores. Não que o "cu" tenha alguma coisa a ver com as "calças", e perdoem-me esta expressão, mas é mesmo assim. Se um candidato num país como os Estados Unidos estivesse no lugar de um Isaltino ou de uma Fátima Felgueiras (que já foi ilibada e inocentada), não teria forma de ser eleito. Isto por oposição a Portugal ou a Itália, onde tudo é possível!

Se formos por este tipo de comparativo, e pegando no exemplo italiano, começamos com Berlusconi e os seus galanteios a "gajas" mais jovens que a mulher, e encontramos a eleição da própria Cicciolina, Italina por casamento, que foi candidata pelo Partido do Amor e eleita deputada nas listas do Partido Radical...

Claro está que nestes caso os visados assumiram actos e culpas e não falamos de nada de criminoso por aqui, falamos apenas de momentos caricatos. Isto tudo para chegarmos ao deputado americano que casou com uma atriz porno portuguesa, nos estados Unidos, e acabou por ter que se demitir do cargo... Porque o puritanismo diz que não é isto que um "Senhor" faz... Mesmo que desta forma estivesse a ir ao encontro do seu coração e da sua consciência, não traindo ninguém e assumindo o que de facto quer. A meu ver é ridículo... O deputado visado pelos factos poderia estar com quem entendesse sem consequências, afinal até foi "transparente", mas como se espera dele os melhores padrões morais, e as opções profissionais da mulher do deputado não se encaixam na definição de "normalidade" americana, as consequências fizeram-se soar.

Em Portugal sabemos que é incómodo ter alguém por candidato que já foi acusado de alguma coisa grave, ainda que provada a sua inocência juridicamente. Olhemos para o caso de Paulo Pedroso... Candidatou-se e retirou a candidatura e ainda bem, porque ia colocar todos os simpatizantes e filiados do PS no destrito de Setúbal, e na cidade de Almada numa posição muito desconfortável... É claro que um crime é sempre grave, mas quando falamos de pedofilia... É tremendo! O impacto disto na vida de uma pessoa é algo de incalculável e não sendo verdade... É de levar uma pessoa à loucura. Siceramente acredito que Paulo Pedroso até seja mesmo inocente, mas percebo o constrangimento generalizado. Acho que pedofilia, violação ou himicidio são os únicos crimes capazes de realmente "matar politicamente" alguém em Portugal. Há que dizer que pelo menos isso, que nos casos de maior gravidade haja realemnte uma barreira para a despreocupação do eleitorado.

Acho que devia haver um pouco mais de decoro no acto de candidatura a um cargo público. Claro que tudo isto tem o seu lado perverso, pois haverá casos em que estamos a referir-nos a um elevado grau de calúnia e difamação... Mas outros haverão que não, e estes sim são os graves!

sinto-me: O peso da responsabilidade
música: Cantiga da Rua
publicado por Conventodaalma às 14:55
link do post | comentar | favorito
|
pesquisar
 
posts recentes

Souvenir do tempo da II G...

Falha Grave do Monstrengo...

Entidades empregadores ch...

Pingo Doce: com menos de ...

Foi há 35 anos que o Rei ...

Agosto 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
14
15
16
18
19
20
23
24
25
26
27
28
30
31
comentários recentes
E estamos tão perto da final !! Entre França e Esp...
já vi que tens um blog para lavar a roupa suja do ...
EU QUERO CONTRIBUIR COM 15.000 LTS DE GASOLINA!! A...
Alguém que sabe o que fala! Não é não preocupando ...
Realmente, eu sou sincero, estou farto, estou fart...
Posts mais comentados
subscrever feeds
tags

todas as tags