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Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2008
Balouço de Sócrates

 

Gosto mais da palavra balouço que balanço... Nem entrando pelo sentido estritamente contabilístico da palavra a palavra balanço me convence relativamente a José Sócrates. E porquê balouço? Porque Sócrates tem andado numa velocidade vertiginosa de trás para a frente, mas praticamente sem sair do mesmo sítio, já para não falar naquelas vezes que um dos Ministros cai do balouço... E sai escândalo com ou sem camelos...

O balouço por vezes vai contra o vento , outras a favor, mas sobretudo é um balouço, tal e qual a cadeira do Primeiro Ministro que é ocupada hoje por um, amanhã por outro. Há momentos muito contra o vento, como aqueles em que se fala da taxa de desemprego, ou o caso OTA... Outros há que o vento embala, como o caso do Tratado de Lisboa. A saúde tem sido um fiasco, de um modo geral umas correm melhor outras pior, a saúde está nos cuidados intensivos de um Hospital distante, e a economia vai mal, com o apontamento positivo da redução do défice que acarreta custos sociais megalómanos.

Para este estado de coisas parece não haver solução aparente, mas o facto é que já estávamos assim quando Sócrates chegou ao Governo. O grande problema de Sócrates é a perseguição do défice, tal e qual um caçador de vampiros; enquanto não lhe espetar um estaca, nada feito... Mas em finanças públicas muitos conhecem a célebre afirmação de um ilustre português em pleno século XIX (não me recordo de quem e custa-me um bocado ir para a minha "biblioteca doméstica" a esta hora), que desde que havia estado em Portugal havia défice sendo que era caso para temer-mos que com o fim do défice se extinguisse também, em consequência, o próprio Estado! Infelizmente o défice tem sido uma constante na vida desta pequena nação.

Quanto à batalha dos impostos, Sócrates assume que quebrou a promessa de manter os impostos, e não seqer quando os poderá voltar a fazer descer, já que subir, lá isso subiram... 

Ao fim de três anos de governação socialista o país vai andando, como sempre, mais ou menos na mesma, seguramente melhor que estando a ser governado por um célebre pensionista chamado Santana Lopes, e pelo amigo de Barroso, Paulo Portas, por muito pouco ou nada que este importasse, quer para a estatística quer para o dia-a-dia dos portugueses; aliás, creio que Porta só contou uma vez, para o défce público, quando foi "ao fundo" com os seus submarinos.

Alternativas credíveis não as há. Não é o Luís Filipe Menezes, nem me parece que até às próximas legislativas Portugal encontre o seu Obama, por isso, estou em crer ue faltam mais 5! Não tendo este sido um debate acerca do Estado da Nação, revelou muito sobre o mesmo... Enquanto retrospectiva de governação. Gostaria que tivesse incidido mais sobre o futuro, afinal o que lá vai, lá vai... E o que importa é o que por aí vem.

 

sinto-me: A andar de balouço...
música: Spice Girls - Who do you think you are
publicado por Conventodaalma às 00:34
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